Tudo pareceu normal, uma semana chata como qualquer outra,algo desanimador, devastador, louco.Erich me disse que não era pra dizer a ninguém onde iríamos na próxima manhã:
- É como uma pista, só que diferente.- Erich disse
-diferente ? como ? é perigoso ?- perguntei.
-Estaria mentindo se eu dissesse que não, mais já fiz isso umas vinte vezes, não faz mal.
- se você está dizendo...
Fomos. Domingo de manhã sem sinal nenhum de chuva.Andamos por uma bom tempo, eu, ele e uns amigos dele, supostamente legais.Eu vi uma rodovia, (isso mesmo rodovia, posso constar que não estou ficando louca.) e tinha uma plataforma, uma espécie de caixotão de ferro, que dava pra ver o trem de cima quando ele passasse, eram umas 8:30 AM e o trem já estava quase vindo.E em cima disso tinha... uma rampa! isso mesmo uma Rampa! que eu achei aquilo mega arrepiante mesmo não sendo desafiada a ir.
- Já vou maninha - Erich disse
- Tá bom, - eu queria dizer "se cuide!" ou então "cuidado" mais eu ia parecer, sei lá uma avó preocupada ?
E ele foi. Observando o trem ao longe, pura adrenalina, ele se preparou... correu... saltou... e foi. Senti uma espécie de câmera lenta quando vi aquilo, meu coração acelerou e me vieram calafrios. Quando ele ia pular, tinha um ferrinho levantado que fez as rodinhas do Skate dele não passaram com aquilo, ele foi e o skate ficou, meus olhos acompanharam tudo, a parte trágica quando ele caiu na linha, gritou pelo choque que tinha sentido na linha e pela queda. Depois não ouvi mais nada. Uma das ultimas coisas que ele fez em seus últimos momentos em sua vida foi... não sei descrever essa parte... Ele sorriu pra mim.

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